Mulheres com um padrão de dieta mais ocidental são especialmente vulneráveis ​​de acordo com novo estudo.

A alta ingesta de alimentos que proporcionam consumo excessivo de energia pode aumentar a densidade mamográfica, um dos principais fatores de desenvolvimento do câncer de mama.

Como revelou um estudo liderado por Marina Pollan e Virginia Lope, investigadoras do Centro Nacional de Epidemiología y del Centro de Investigación Biomédica en Red de Epidemiología y Salud Pública (CIBERESP), e que foi publicado na revista “Maturitas”.

O termo densidade mamográfica refere-se à porcentagem de mamografia composta de tecido radiologicamente denso.

Neste sentido, e dado que a densidade mamográfica pode ser alterada, os especialistas sublinharam a importância de identificar quais fatores relacionados ao estilo de vida estão associados a essa mudança.

“Há fortes evidências de que a obesidade e ganho de peso são fatores de risco importantes para o câncer de mama em mulheres na pós-menopausa. No entanto, as evidências sobre a restrição calórica são menos consistentes”, disse a investigadora Lope.

De facto, em estudos com animais tem-se observado que a limitação de ganho de peso pela restrição calórica tem um efeito protetor contra o câncer da glândula mamária.

Diante disso, este novo estudo procurou avaliar a associação entre a densidade mamográfica e déficit ou excesso de consumo de calorias com base no tamanho corporal, atividade física e taxa metabólica basal de cada participante do sexo feminino.

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Neste estudo participaram 3.517 mulheres, com idades entre 45 e 68 anos, a partir de programas de rastreio de câncer de mama em várias cidades: Coruña, Barcelona, ​​Burgos, Palma, Pamplona, ​​Valência e Zaragoza.

Estas mulheres forneceram informações sobre o consumo de alimentos e outros hábitos de vida, bem como outras informações relevantes para o estudo.

As mulheres foram entrevistadas nos próprios centros de rastreio onde foram realizadas as mamografias, as quais foram posteriormente utilizadas para medir a densidade mamográfica.

“Os resultados mostram que as mulheres com uma ingestão de calorias maior do que o esperado, de acordo com as suas necessidades individuais de energia, tinham uma densidade mamária superior, sendo esse aumento ainda maior quando a ingestão calórica era superior a 40% dos valores esperados”, disse Lope.

Além disso, as pesquisadores também descobriram que a densidade mamária aumentava 5% para cada aumento de 20% na ingestão calórica relativa, e que esta tendência foi especialmente pronunciada entre as mulheres nulíparas, as mulheres com historial familiar de câncer de mama, e entre aquelas com um padrão de dieta mais ocidental.

Em contraste, a restrição calórica não parece ter qualquer influência na densidade mamográfica das mulheres participantes.

Até agora, este é o primeiro estudo a analisar o efeito da ingestão excessiva ou deficiente de calorias sobre a densidade mamográfica tendo em conta as necessidades de energia individuais de cada mulher.

Fontes:

1. Virginia Lope, Miguel Martín, Adela Castelló et al.: “Overeating, caloric restriction and breast cancer risk by pathologic subtype: the EPIGEICAM study”. Scientific Reports. 2019.

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