O consumo de carne processada, como salsichas ou enlatados, é “carcinogénico para humanos” e o consumo de carne vermelha, como vaca ou porco, “provavelmente carcinogénico”.

Lista IARC cancerigenos

O Guardian publicou agora uma lista da Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC), que pode dar razão a este argumento. Ou não. 



Mas muitas opiniões se dividiram. Existem aqueles que estão verdadeiramente preocupados e colocam em hipótese de deixar de consumir estes produtos. E os mais céticos que se recusam a deixar de comer carne por causa de uma notícia que consideram alarmista.

O argumento que mais se ouve por estes dias é que, ao longo do tempo já soubemos que quase tudo pode causar câncer.



A IARC divulgou 116 comportamentos ou substâncias que aumentam os riscos cancerígenos, divididos por três categorias: “circunstâncias de exposição”, “misturas” e “agentes”. E há um pouco de tudo:

Circunstâncias de exposição cancerígena

1. O tabaco. Os riscos são conhecidos de todos: cancer do pulmão, das cordas vocais e da laringe.

2. Os solários: os dispositivos emitem uma radiação ultravioleta para um bronzeamento artificial, sendo que uma sobreexposição a essa radiação pode provocar cancer e envelhecimento prematuro da pele.

3. Produção de alumínio: os trabalhadores que inalam ou estão expostos durante longos períodos de tempo às substâncias presentes no processo de redução do alumínio têm mais probabilidade de sofrer cancer do pulmão ou bexiga.

4. Presença de arsénio na água potável: este é um produto altamente tóxico, utilizado por várias indústrias de transformação que pode entrar nos lençóis de água subterrâneos e, por sua vez, no abastecimento de água. O arsénio pode estar ligado ao cancer de pele, fígado, rins e bexiga.

5. Fabrico de auramina: a auramina pode ser utilizada como um agente anti-séptico, bem como no fabrico de pigmentos. Um estudo conclui que os trabalhadores expostos à inalação destes agentes nocivos registam maior taxa de aparecimento de tumores na bexiga.

6. Fabrico e reparação de calçado: ligado ao risco de contrair leucemia ou cancer nasal, devido ao nível de exposição a agentes cancerígenos como o benzeno e outros solventes.

7. Limpar chaminés: o cancer pode ser causado pela inalação da cinza de madeira queimada, de carvão e outros resíduos.

8. Gaseificação de carvão: durante o processo de gaseificação, o carvão reage com o oxigénio, o vapor e o dióxido de carbono para formar um gás e alguns estudos mostraram que os trabalhadores que tiveram uma exposição a este processo correram um maior risco de contrair cancer de pulmão.

9. Destilação do alcatrão: depois da destilação dos alcatrões de hulha, o líquido preto é utilizado por exemplo como base para tintas, revestimentos e cobertura de pavimentos como um agente de ligação em produtos de asfalto. Estes agentes têm muitos compostos químicos e cancerígenos. A exposição humana aos alcatrões pode acontecer através da inalação, ingestão e absorção através da pele.

10. Produção de coque: o coque é um combustível derivado do carvão. Os trabalhadores de fábricas de coque e fábricas de produção de alcatrão de hulha, onde o carvão é refinado para ser utilizado como um combustível sólido, têm um maior risco de vir a sofrer de cancer de rins ou pulmão.

11. Fabrico de móveis: os fabricantes de móveis, devido à sua exposição excessiva ao pó da madeira, têm um maior risco de contrair cancer nasal.

12. Exposição ao radão: os trabalhadores expostos aos gás radão, que é uma substância cancerígena radioativa, têm mais probabilidades de sofrer de cancer do pulmão.

13. O fumo passivo: o risco de uma pessoas não fumadora contrair cancer do pulmão aumenta pela inalação de fumo de outras pessoas. O fumo passivo pode também aumentar o risco de cancer na laringe (cordas vocais) e faringe (garganta).

14. Fundir ferro e aço: a exposição nas indústrias de fundição de ferro inclui uma grande variedade de substâncias tóxicas e cancerígenas que podem aumentar o risco de cancer do pulmão.

15. Fabrico de isopropanol (um ácido forte): é um composto químico inflamável incolor com um odor forte que é utilizado em vários produtos de uso doméstico e farmacêuticas. A solução de álcool isopropílico pode ser encontrada no álcool e nos desinfetantes de mãos, por exemplo.

16. Fabrico de corantes: a produção de corantes magenta, cor vermelha púrpura, está entre os primeiros corantes a ser produzidos no século XIX e continha produtos ligados ao cancer da bexiga. Apesar disso algumas substâncias químicas já foram proibidas nas tintas de cabelo na década de 70.

17. Trabalhar como pintor: alguns estudos mostram alguma relação entre o trabalho como pintor e o cancer, baseados em algumas mortes por cancer de bexiga ou leucemia, face a uma exposição ao benzeno misturado com outros solventes orgânicos.

18. Pavimentar com alcatrão: o alcatrão contém muitos compostos químicos.

19. Borracha: o processo de fabricação do material elástico pode aumentar o risco de desenvolver cancer. Estudos de países que examinaram trabalhadores da indústria da borracha mostraram que eles estavam mais predispostos a ter cancro na bexiga, cancer no pulmão e leucemia.

20. Exposição a névoas ácidas contendo ácido sulfúrico: os aerossóis líquidos formados pela condensação de vapores de ácido sulfúrico são altamente corrosivos e podem causar um maior risco de contrair cancer no pulmão.

21. Misturas de aflatoxinas: são toxinas produzidas por algumas espécies de fungos, estão entre as substâncias cancerígenas mais conhecidas, associadas ao aumento do risco de cancer do fígado.

Misturas cancerígenas

22. Bebidas alcoólicas

23. Noz de areca: é um estimulante leve, semelhante ao café e que é conhecido por provocar o aumento do risco de cancer de boca e esófago.

24. Bétel: uma folha asiática, que mastigada como a noz de areca como um estimulante pode aumentar o risco de cancer oral.

25. Bétel com tabaco

26. Arremesso de alcatrão de hulha: este líquido preto grosso possui muitos compostos químicos, tais como o cancerígeno benzeno. 

27. Alcatrão de carvão: tal como o anterior este material de produção contém vários compostos químicos que aumentam os riscos de cancer.

28. Emissões internas de combustão de carvão doméstica: o pó de carvão, produzido, por exemplo, pela sua queima pode ser altamente cancerígeno. Os casos de cancer nos mineiros são exemplo disso mesmo.

29. Tubo de escape a diesel: inalar fumos de escape produzidos pela combustão interna do motor a diesel para ser mais específico. 

30. Óleos minerais, não tratados ou levemente tratados

31. Fenacetina, e outras misturas de analgésicos: este fármaco utilizado para reduzir a febre, que foi já banido de alguns países, foi ligado a tumores renais e pélvicos diagnosticados em alguns pacientes.

32. Plantas que contêm ácido aristolóquico: utilizada durante séculos na medicinal tradicional chinesa, este tipo de planta pode causar cancer no rim e na bexiga.

33. Bifenis Policlorados (PCB): este composto sintético foi amplamente utilizado em equipamento elétrico mas foi proibido, no final da década de 70, em muitos países com o aparecimento das preocupações ambientais. Mais tarde comprovou-se que este composto aumenta os riscos do cancer intestinal, do fígado, da vesícula biliar, no cérebro e da mama.

34. Peixe salgado ao estilo chinês: qualquer alimentação baseada em carnes e peixe salgado curado, que é mais comum em algumas partes da Ásia e norte de África, tem elevados riscos cancerígenos. Aqui pode ser incluído o típico bacalhau lusitano e o salmão fumado. 

35. Óleos de xisto: o desenvolvimento de gás de xisto pode libertar produtos químicos para a atmosfera, água e para o solo durante o seu processo. 

36. Fuligem: ou pó de carvão, principalmente originárias da queima do carvão.

37. Produtos de tabaco: tabaco mastigado está intimamente ligado ao cancer da laringe e da boca.

38. Pó de madeira

39. Carne processada: aí está o produto mais recente a ser incluído nesta lista.

Agentes ou grupos de agentes cancerígenos

40. Acetaldeído

41. Aminobifenil

42. Ácidos aristolóquicos e plantas que o contêm

43. Arsénio e compostos de arsénio

44. Asbestos (amianto)

45. Azatioprina

46. Benzeno

47. Benzidina

48. Benzo(a)pireno

49. Berílio e compostos de berílio

50. Chlornapazine

51. Éter de cloroalquilo

52. Éter de clorometilo

53. Butadieno

54. Butanediol dimethanesulfonate (Bussulfano, Myleran)

55. Cádmio e compostos de cádmio

57. Metilo

58. Compostos de crómio

59. Ciclosporina

60. Contracetivos, hormonas e formas combinadas (aquelas que contêm estrogénio e progesterona)

61. Contraceptivos orais (pílula), formas sequenciais de contraceção hormonal

62. Ciclofosfamida

63. Dietilestiboestrol

64. Corantes metabolizados para benzidina

65. Vírus Epstein-Barr 

66. Estrogéneos, não-esteróides

67. Estrogéneos, esteróides

68. Terapia Oestrogen , na pós-menopausa

69. Etanol em bebidas alcoólicas

70. Erionite

71. Óxido de etileno

72. O etoposido sozinho e em combinação com cisplatina e bleomicina

73. Formaldeído

74. Arsenieto de gálio

75. Helicobacter pylori (infecção)

76. Vírus Hepatite B  (infecção crónica)

77. Vírus Hepatite C (infecção crónica)

78. Remédios que contêm espécies vegetais do género Aristolochia 

79. Imunodeficiência humana tipo 1 do vírus (infecção)

80. Vírus Papiloma do tipo 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 66

81. Vírus linfotrópico da célula T humana tipo I

82. Melfalano

83. Methoxsalen (8-metoxipsoraleno ) mais radiação ultravioleta A 

84. Methylene-bis

85. Alguns tipos de quimioterapia combinada , incluindo agentes alquilantes

86. Gás Mostarda

87. Naftilamina

88. Radiação de neutrões

89. Compostos de níquel

90. 4-(N-Nitrosomethylamino)-1-(3-pyridyl)-1-butanona (NNK)

91. N-Nitrosonornicotina (NNN)

92. Opisthorchis viverrini (infecção)

93. Poluição externa do ar

94. Material particulado na poluição externa do ar

95. Fósforo – 32, tal como fosfato

96. Plutónio -239 e os seus produtos de desintegração (pode conter plutónio- 240 e outros isótopos ), a forma de aerossóis

97. Radioiodos, isótopos de vida curta, incluindo iodo-131, a partir de acidentes de reatores atómicos e detonação de armas nucleares (exposição durante a infância)

98. Radionuclides, emissores de partículas α, depositados internamente

99. Radionuclides, emissores de partículas β, depositados internamente

100. Radium-224 e produtos de decaimento

101. Radium-226 e produtos de decaimento

102. Radium-228 e produtos de decaimento

103. Radon-222 e produtos de decaimento

104. Schistosoma haematobium (infecção)

105. Sílica cristalina (inalado na forma de quartzo ou a cristobalita de fontes profissionais)

106. Radiação solar

107. O talco contendo fibras asbestiformes

108. Tamoxifen

109. 2,3,7,8-tetrachlorodibenzo-p-dioxin

110. Thiotepa (1,1’,1”-phosphinothioylidynetrisaziridine)

111. Tório-232 e seus produtos de degradação, administrados por via intravenosa como uma dispersão coloidal de dióxido de tório-232 

112. Treosulfan

113. Ortho -toluidina

114. Cloreto de vinilo

115. Radiação ultravioleta

116. Raios-X e radiação gama

FONTE: observador.pt/2015/10/28/as-116-coisas-podem-provocar-cancro/


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